Contratar arquiteto Azure (AZ-305): o que exigir
O que um arquiteto Azure sênior entrega além do AZ-305: landing zone, identidade, política e custo. Perguntas de entrevista e red flags para acertar a contratação.
A vaga de "arquiteto Azure" atrai muita gente que sabe clicar no portal e desenhar diagrama bonito. O que a sua empresa precisa é de quem já governou um tenant grande, sobreviveu a uma auditoria e manteve a conta sob controle enquanto o ambiente crescia. Esse profissional é escasso e caro. Vale saber exatamente o que exigir antes de abrir o processo.
O que um arquiteto Azure sênior entrega
O trabalho começa na estrutura, antes de qualquer máquina virtual isolada. Um arquiteto de nível Sênior forte, Staff ou Principal cuida de:
- Landing zone e Cloud Adoption Framework. Ele monta a fundação: management groups, hierarquia de subscriptions, política aplicada de cima para baixo e um modelo de vending que cria novos ambientes de forma repetível. Isso é o que separa um Azure organizado de uma bagunça que ninguém consegue auditar.
- Identidade com Entra ID. Modelo de acesso com RBAC bem desenhado, Conditional Access, PIM para acesso privilegiado temporário e integração com o resto do parque. A maior parte dos incidentes de nuvem começa na identidade mal configurada.
- Rede corporativa. Topologia hub and spoke, Private Link, DNS privado, firewall e a decisão de como o tráfego sai e entra. Aqui mora boa parte do custo de egress que ninguém percebeu.
- Infraestrutura como código. Bicep ou Terraform com pipeline, revisão e estado versionado. Um arquiteto sênior entrega ambiente reproduzível, com histórico e rollback.
- Well-Architected e custo. Confiabilidade, segurança, performance e a conta. Ele desenha pensando em resiliência de zona, recuperação de desastre e no gasto mensal que o board vai cobrar.
As certificações que importam
A régua de entrada é o AZ-305 (Azure Solutions Architect Expert). Ela mostra que a pessoa estudou o desenho de soluções na plataforma. Somam pontos o AZ-104 (Administrator), o AZ-500 (Security Engineer) para quem vai lidar com ambiente regulado e a HashiCorp Terraform Associate para quem trata infraestrutura como código a sério.
Uma ressalva honesta: certificação prova estudo, e a cicatriz de produção vem da prática. O AZ-305 é o mínimo que abre a conversa. O que confirma a senioridade é a bagagem de quem já operou o ambiente em escala.
O que perguntar na entrevista
Estas perguntas separam o operador real do candidato que decorou a documentação:
- Como você estrutura management groups e subscriptions em uma empresa com várias áreas de negócio? Peça o raciocínio por trás da resposta.
- Como você aplica política de forma que uma área não consiga subir recurso fora do padrão? A resposta boa fala de Azure Policy, initiatives e deny effects.
- Descreva a última vez que você reduziu a conta do Azure sem quebrar nada. Onde estava o desperdício?
- Como você desenha identidade privilegiada para que ninguém fique com acesso permanente de owner?
- Conte um incidente de produção no Azure que você conduziu. O que quebrou, como você isolou e o que mudou depois.
Red flags que aparecem rápido
- O portfólio é uma pilha de diagramas do Visio e nenhuma linha de IaC. Diagrama é intenção, código é o que roda.
- A pessoa fala de recursos soltos (uma VM aqui, um storage ali) e trava quando você pergunta sobre governança do tenant inteiro.
- Nunca mexeu em política nem em identidade. Isso indica que ela operou pedaços, sem responsabilidade pela fundação.
- Não sabe explicar de onde vem o custo. Quem nunca segurou uma fatura de nuvem costuma ignorar egress, discos órfãos e ambientes de teste ligados o fim de semana inteiro.
- Trata recuperação de desastre como um item de checklist que "depois a gente vê".
Sênior real e júnior disfarçado
O júnior disfarçado de arquiteto sabe a teoria e repete o nome dos serviços com fluência. Ele monta um ambiente que funciona na demonstração e desmorona quando chega tráfego, auditoria ou a segunda equipe querendo subir workload. O sênior pensa primeiro na fundação e na operação de longo prazo. Ele antecipa o que vai doer no mês seis: o custo que dispara, a política que ninguém aplicou, o acesso que virou bagunça.
A diferença raramente aparece no currículo. Ela aparece quando um par técnico da mesma disciplina faz as perguntas certas. Um recrutador sem repertório de Azure vai avaliar por palavra-chave e acertar por sorte.
Quando alocar em vez de contratar CLT
Muita necessidade de arquitetura Azure tem começo, meio e fim: montar a landing zone, migrar um datacenter, passar por uma auditoria, colocar governança de custo de pé. Para esses casos, uma contratação permanente é lenta e cara. O recrutamento de um perfil raro leva meses, os encargos de CLT somam de 1,8 a 2,2 vezes o salário e o turnover de especialista disputado é alto.
Alocar um arquiteto Azure sênior por um período crítico resolve o problema sem o passivo. Você mantém a gestão e ganha a capacidade na hora certa. Quando o desenho está pronto e a operação vira rotina, faz sentido migrar para um modelo de sustentação contínua.
Os fatores que movem o custo
O preço de um arquiteto Azure varia com a senioridade (Staff e Principal custam mais e entregam mais), com a raridade da combinação de skills (Azure mais segurança mais dados é mais caro que Azure puro) e com o modelo de contratação. Um arquiteto de elite parece caro até você comparar com o custo de uma landing zone refeita, de uma auditoria reprovada ou de uma conta de nuvem que dobrou por desenho ruim.
Por onde começar
Comece pelo problema concreto: você precisa fundar o ambiente, migrar, governar custo ou passar por compliance. Isso define a senioridade e o modelo. Se você não tem como avaliar o nível técnico internamente, trabalhe com quem valida cada especialista por um par da mesma área.
A Cyberwalk dá acesso a arquitetos Azure Staff+ e Principal, aprovados por par técnico e com garantia de substituição. Para uma frente com prazo definido, veja como funciona a alocação em staff augmentation. Descreva o desafio e a gente aponta o especialista certo.
Precisa de um talento tech agora?
Fale com a Cyberwalk e receba uma proposta em 24 horas úteis.